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Os símbolos nacionais da natureza

Escrito para Virtual Finland (actual thisisFINLAND), por Seppo Vuokko, Mestre em Belas-Artes, repórter freelancer, especialista em temas ligados à natureza e à protecção ambiental. Tradução: Maria Paula Lourinho, Departamento de Tradução da Universidade Lusófona, Lisboa.

O povo finlandês elegeu, por meio de voto, seis «símbolos da natureza» representativos da Finlândia: o urso, o cisne, a perca, a bétula, o lírio-dos-vales e o granito.

Fotografia: Ilkka TanskanenFotografia: Ilkka Tanskanen

Exceptuando talvez o lírio-dos-vales, todos os símbolos carregam fortes conotações de tradição popular, que nos fazem recuar aos tempos mais antigos. No entanto, estes símbolos foram escolhidos oficialmente só nas décadas de 1980 e 90, não podendo nós, portanto, afirmar que se baseiam numa tradição genuína. O objectivo da escolha destes símbolos foi o de chamar a atenção dos finlandeses e promover a estima pela natureza e pela vida selvagem do seu território. Até ao presente, foi o cisne que assumiu um valor simbólico mais forte, enquanto a bétula e o lírio são usados como motivos de decoração em ocasiões festivas. A perca não assumiu um valor simbólico particularmente significativo; o granito é usado tradicionalmente na construção e na escultura.

O cisne sagrado

Fotografia: Matti TirriO cisne bravo (cygnus cygnus), com a sua plumagem branca, o seu porte e serenidade conferem-lhe uma aparência impressionante e fazem dele um símbolo da natureza bastante valorizado — o cisne do rio da morte, o canto do cisne, a ave sagrada ou significados atribuídos mais recentemente estão presentes nos anúncios publicitários e em marcas comerciais. Fotografia: Matti Tirri

No território da Finlândia existiam inicialmente diversas culturas tribais e, portanto, os povos das diferentes partes do país tinham perspectivas diferentes acerca, por exemplo, do cisne bravo. Na parte oeste da Finlândia era ave de caça, enquanto que no leste era considerado um animal sagrado. À medida que se foram tornando cada vez mais comuns as armas de fogo, o cisne (jousten) começou a desaparecer, começando pelo sudoeste. De facto, cerca da década de 1950, o cisne bravo estava mesmo extinto na Finlândia. Nas regiões mais longínquas do norte e do leste, havia ainda cerca de 10 pares nidificadores e, para além da fronteira, na região da Carélia, já em território russo, o antigo estatuto de que beneficiava como ave sagrada manteve a espécie a salvo.

O cisne bravo foi salvo graças ao esforço e à persistência de um único homem. Trata-se de Yrjö Kokko, um médico veterinário residente em Enontekiö, na Lapónia, cujo grande sonho era fotografar um ninho de cisne bravo e documentar o seu modo de vida, em geral. Conseguiu o seu objectivo alguns anos depois de efectuar várias tentativas e escreveu o livro Laulujoutsen (O Cisne Bravo, 1950), em que descreve as suas experiências. O livro veio chamar a atenção dos finlandeses para o cisne e gerou uma opinião favorável à protecção da espécie. A população de cisnes bravos começou a aumentar, o que permitiu a Yrjö Kokko intitular o seu segundo livro, sobre o mesmo tema: Ne tulevat takaisin (Eles Estão de Volta, 1954). O número de cisnes bravos cresceu significativamente ainda durante a vida de Yrjö Kokko (morreu em 1977) e, actualmente, a espécie encontra-se espalhada por toda a Finlândia. Hoje em dia, há ninhos de cisnes até na costa sul, onde o cisne bravo se encontra com o cisne (cygnus olor) que foi inicialmente introduzido nos jardins e nos parques, encontrando-se actualmente em expansão para leste. Desde que o cisne se tornou uma espécie protegida, o número de cisnes bravos nidificadores aumentou cem vezes em apenas 40 anos. Existem já na Finlândia cerca de 2000 pares nidificadores e o número continua a aumentar. Já não são precisos vários anos para se conseguir ver um cisne nidificador; hoje em dia, alguns ninhos estão até muito próximo das habitações.

O cisne bravo constrói o ninho pela primeira vez aos 3 ou 4 anos de idade. No entanto, escolhe o par aos 2 anos e, geralmente, fixa-se na área onde, futuramente, há-de construir o ninho. Os cisnes chegam à Finlândia logo em Março ou Abril, com os lagos ainda gelados. Juntam-se em lagos não gelados e começam a nidificar logo que o gelo derrete. Constroem grandes ninhos, de preferência em pequenas ilhotas completamente rodeadas de água. Os pequenos cisnes só ficam completamente cobertos de penas cerca de 130 a 140 dias depois das mães porem os ovos. Na Lapónia morrem muitos cisnes ainda pequeninos porque os lagos voltam a gelar quando eles ainda não conseguem voar. Nas regiões do sul, os cisnes têm melhores condições de sobrevivência.

Os cisnes empreendem a sua viagem migratória de Outono só depois de os lagos gelarem. Passam o Inverno na região do Mar Báltico e, caso este venha a gelar, mudam-se para o Mar do Norte.

O uso do cisne como símbolo tem já tradições bastante antigas. O cisne aparece como figura mítica nas pinturas rupestres do Lago Onega, que têm milhares de anos. O cisne do rio Tuonela, ou do rio da morte, de acordo com a tradição Finlandesa, e o canto do cisne foram sempre temas favoritos nas artes, particularmente durante o movimento do Romantismo. Além disso, a silhueta de um cisne branco voando sobre um céu azul faz lembrar o inverso da bandeira da Finlândia, uma cruz azul sobre um fundo branco. O cisne é, hoje em dia, um dos animais mais usados em publicidade. Nos países nórdicos, coloca-se uma etiqueta com um cisne em determinados produtos de consumo, para indicar que se trata de produtos respeitadores do ambiente.

O rei das florestas

O urso pardo (ursus arctos) é uma criatura da floresta que se adaptou facilmente ao convívio com o homem. Embora seja muito raro avistar um urso, os ursos vêem pessoas todos os dias! Fotografia: Tero PajukallioO urso pardo (ursus arctos) é uma criatura da floresta que se adaptou facilmente ao convívio com o homem. Embora seja muito raro avistar um urso, os ursos vêem pessoas todos os dias! Fotografia: Tero Pajukallio

O urso (karhu) é considerado o rei das florestas finlandesas. É um animal respeitado, mas também temido. Em tempos antigos, o urso era provavelmente usado como emblema tribal, ou totem, a par do animal mais grandioso da floresta da Finlândia — o alce.

Apesar do seu estatuto de animal sagrado, o urso também é alvo da caça pelo homem. Outrora, matar um urso era um feito que dava prestígio a um homem. O espírito do urso morto era depois apaziguado com rituais complexos e exaustivos, que culminavam com uma procissão cerimoniosa em que a cabeça do urso era devolvida à floresta. Considerava-se perigoso pronunciar a palavra urso para designar o urso e, em sua substituição, proliferaram uma série de eufemismos, alguns dos quais ainda subsistem. Até mesmo a palavra finlandesa que designa floresta chegou a substituir a palavra urso; outra das alcunhas que se aplicava ao animal era mesikämmen que significa pata-de-mel.

Inicialmente os ursos eram caçados com lanças, sendo normalmente despertados do seu estado de hibernação. À medida que as armas de fogo se foram tornando mais comuns, tornou-se cada vez mais fácil matar um urso, apesar da caça ao urso permanecer um desporto perigoso. O sucesso da caça fez com que os ursos se fossem extinguindo progressivamente no sul da Finlândia, ainda no século XIX. Em meados do século XX, haviam já sido afugentados para as grandes florestas das regiões fronteiriças do norte e do leste.

Apesar disso, houve sempre migração de ursos, que atravessavam a fronteira para a Finlândia, vindos das terras da União Soviética. Quando o urso se tornou uma espécie protegida, a sua população começou a aumentar, o que fez com que os ursos voltassem a expandir-se de novo em direcção a oeste. Actualmente, existem cerca de 1000 ursos espalhados por todo o território da Finlândia, exceptuando apenas o arquipélago a sudoeste e o Arquipélago de Åland.

Apesar de o urso ser visto como um habitante de regiões selvagens solitárias, ele pode adaptar-se a áreas habitadas pelo homem. Sabe-se que os ursos hibernaram já em locais muito próximos de habitações. Apesar de existirem em grande número, é muito raro deixarem-se avistar, pois evitam, muito cuidadosamente, as pessoas que andam pelas florestas. Ainda assim, é fácil encontrar «pistas» de ursos, como pegadas, árvores com marcas de garras ou formigueiros destruídos.

Actualmente é permitida a caça ao urso, mas a uma escala limitada. As licenças de caça destinam-se, normalmente a caçar ursos que apresentem ferimentos ou comportamentos perigosos. Considera-se importante eliminar ursos que matam gado ou que visitam continuamente os quintais das pessoas, pois podem ser perigosos.

Um urso ferido é sempre perigoso. Pode atacar um ser humano para defender as suas crias. Se alguém se cruzar com uma cria de urso na floresta, deve retomar o caminho de volta, calmamente. O perigo é maior se alguém surgir no caminho entre a mãe e as crias. Foi o que aconteceu provavelmente a um homem que morreu em 1998, ao ser atacado por um urso. Muitos dos ferimentos causados pelos ursos ocorrem durante as caçadas.

A utilidade do urso como símbolo pode estar, de certo modo, limitada pelo facto de a ex-União Soviética (actual Rússia) ser mundialmente representada por um urso enorme cujas acções têm de ser previstas pelos seus vizinhos mais pequenos. Apesar de tudo, a expressão «viver ao lado do urso» não é, geralmente, usada na Finlândia e os cartunistas finlandeses raramente recorrem ao urso para representar a Rússia. O urso não deixa, no entanto, de ser uma figura incómoda para os finlandeses, mas por outra razão: o cobrador de impostos é normalmente representado por um urso com um boné de pala e um enorme saco de dinheiro...

Contraplacado, papel e sauna

Fotografia: Matti TirriA bétula (betula pendula), com a sua folhagem verde-clara e o tronco branco constitui uma característica proeminente do Verão na Finlândia. A bétula é também uma árvore decorativa nos dias gélidos do Inverno. É uma das árvores nacionais mais populares da Finlândia. Fotografia: Matti Tirri

A bétula (koivu) é das árvores mais comuns das florestas da Finlândia, a par do abeto e do pinheiro. Sempre desempenhou um papel importante na vida do povo finlandês. A cultura finlandesa de tempos antigos está frequentemente associada à «cultura da casca da bétula» e com razão, apesar de a expressão ser hoje usada num sentido depreciativo. A bétula servia muito bem a quem tivesse habilidade para a aproveitar: na Primavera, a seiva dava uma bebida saudável e da casca se faziam os tectos das habitações, atilhos, cestos, pratos e outros recipientes e até mesmo sapatos de casca de bétula. A madeira, por sua vez, era usada na construção de casas, de mobiliário e, especialmente, de ferramentas. Os ramos frondosos eram usados na sauna ou, em alternativa, secavam-se para obter forragem para alimentar o gado no Inverno. A bétula desempenhava um papel importante nas queimadas para fertilizar o solo e as queimadas eram também importantes para as bétulas; os campos queimados, abandonados, depressa se transformavam em bosques de bétulas, que podiam ser queimadas de novo para voltar a cultivar. Como produto exótico importado de terras longínquas, a casca branca da bétula chegou até aos tesouros do túmulo do Faraó Tutankhamon.

No entanto, os primeiros povos finlandeses mantinham uma relação diária e pragmática com a bétula. Nesses tempos recuados, a árvore sagrada que protegia a casa e mantinha o viajante a salvo de perigos era, na verdade, a sorveira-dos-passarinhos. Aquando da votação popular para eleger a árvore nacional, muitos apostaram que iria ganhar a sorveira, mas foi a bétula que venceu, com uma clara vitória. De facto, mesmo o pinheiro, o zimbro e a bétula vermelha também se classificaram acima da sorveira.

No decorrer do século XIX, a bétula foi também romantizada. No conto de fadas de Zacharias Topelius intitulado Koivu ja tähti («A bétula e a estrela»), duas crianças que andavam perdidas, em busca da sua casa, conseguiram encontrá-la ao reconhecerem a bétula plantada no quintal. Hoje em dia, a figura da menina finlandesa envergando o traje tradicional, encostada a uma bétula é já uma imagem mais vulgar do que propriamente um emblema nacional; devem existir centenas de postais com esta ilustração! Muitos foram já os jovens finlandeses que, por gracejo, “desposaram” as suas noivas com um anel feito de casca de bétula, antes de lhes oferecerem um anel de noivado verdadeiro.

A bétula merece, sem dúvida, o seu estatuto de árvore nacional da Finlândia. Predomina num quinto das florestas finlandesas, mas encontra-se também um pouco por toda a parte. No tempo dos fogões a lenha, a sua madeira era usada como combustível e uma décima parte das casas finlandesas ainda hoje são aquecidas com cepos dessa árvore; já para não falar da maioria das cabanas de sauna de Verão. Durante décadas, a indústria de contraplacado assentou inteiramente na bétula. Contudo, devido à quebra na procura do contraplacado, a bétula foi desprezada e considerada “madeira de segunda” durante algum tempo, até que alguém percebeu que era uma óptima fonte para uma excelente fibra de papel. O açúcar de bétula, também conhecido como xilitol, é cada vez mais usado como adoçante (pelo menos, na Finlândia), dado que se provou ser benéfico para os dentes, ao contrário de outros tipos de açúcar. Graças à revalorização da bétula, estão sendo plantadas novas florestas desta árvore.

Na Finlândia, existem duas espécies de bétula: a betula verrucosa (rauduskoivu), que cresce em solo duro, e a bétula pubescens (hieskoivu), que se desenvolve em terrenos pantanosos ou propensos a inundações. As flores da bétula nascem em Maio, antes de crescerem as folhas. As flores tornam-se amarelas e caem em Setembro, no norte da Finlândia, e em Outubro, no sul. A bétula possui um tronco direito, que se pode abater quando a árvore atinge os 50 anos. Começa a deteriorar-se gradualmente após cerca de uma centena de anos, mas, em condições favoráveis, pode atingir mais de 300 anos. A bétula mais alta da Finlândia mede 32 metros.

A bétula contém diversas substâncias que a tornam desagradável ao paladar, o que não a impede, no entanto, de constituir a base alimentar da lebre e do alce durante o Inverno. Centenas de espécies alimentam-se das suas folhas durante o período estival; só as borboletas, são cerca de 100 tipos diferentes as que comem folhas de bétula, quando se encontram ainda na fase larvar.

Um inebriante aroma floral

No mês de Junho, quando floresce, o lírio-dos-vales (convallaria majalis) é a flor que mais atrai, pelo seu aroma forte e delicado Fotografia: Tero PajukallioNo mês de Junho, quando floresce, o lírio-dos-vales (convallaria majalis) é a flor que mais atrai, pelo seu aroma forte e delicado Fotografia: Tero Pajukallio

Tradicionalmente, o lírio-dos-vales (kielo) nunca deteve nenhum estatuto especial na Finlândia. Isto mesmo se comprova pelos nomes vulgares que assume nos dialectos finlandeses, que normalmente advêm da semelhança que as suas folhas apresentam com a língua de uma vaca. Era conhecido como planta medicinal e também como veneno; é, aliás, uma das plantas mais venenosas da Finlândia. Na primeira votação para eleger a flor nacional, o lírio-dos-vales, na verdade, não se saiu muito bem, pois os finlandeses, muitos dos quais viviam ainda em comunidades rurais na década de 1930, preferiram a centáurea e a margarida. Entretanto, em 1982, já com uma população mais urbana, o lírio-dos-vales acabou por ser eleito como a flor nacional.

O lírio-dos-vales encontra-se em quase todo o território finlandês, apesar de ser hoje muito raro na região da Lapónia. No sul do país, é uma flor comum nas florestas secas ou de folhas caducas e nas extremidades dos bosques. O lírio-dos-vales aparece em Junho. As flores brancas têm um aroma delicado e inebriante, sendo utilizadas na indústria dos perfumes.

O lírio-dos-vales tem uma raiz forte e uma haste com duas folhas. Pode dar flores no Inverno, embora nem todas as hastas que saem da raiz venham a dar flor; não florescem tão facilmente como as túlipas ou os crocus.

As bagas vermelhas amadurecem no Outono. O acentuado contraste entre o azul da semente e o vermelho do fruto poderia constituir um sinal de alerta para a sua natureza venenosa. Os finlandeses sabem-no muito bem, tanto que a planta nunca provocou nenhum caso grave de envenenamento. Além disso, as bagas silvestres são absolutamente inofensivas para os pássaros. Parece até que muitos pássaros dos bosques, incluindo o tordo, espalham as sementes para novos locais.

A perca

A perca (perca fluviatilis) é o peixe mais comum da Finlândia e tanto se pode encontrar em pequenas lagoas e ribeiros como no mar Báltico.A perca (perca fluviatilis) é o peixe mais comum da Finlândia e tanto se pode encontrar em pequenas lagoas e ribeiros como no mar Báltico.

A perca (ahven) é a espécie de peixe mais comum da Finlândia, encontrando-se em quase todos os tipos de águas ao longo do país. Só não existe em lagos a mais de 450 metros de altitude acima do nível das águas do mar, nas regiões montanhosas da Lapónia. Trata-se de um peixe adaptável que se dá tão bem em ribeiros e lagoas como em grandes lagos, ou até mesmo nas águas salobras do mar Báltico.

A perca é o peixe mais pescado e, porventura, o preferido dos pescadores. Todos os anos são pescados na Finlândia cerca de 10 milhões de quilos de perca, sendo uma boa parte desta pescaria da responsabilidade de pessoas que praticam a pesca como passatempo. Se considerarmos apenas a pesca em águas geladas, cerca de 2 milhões de quilos de perca são depositados sobre o gelo do Inverno. A carne da perca é branca e saborosa. As únicas características que lhe são desvantajosas são o seu tamanho relativamente pequeno e a baixa taxa de crescimento. A maior parte das percas que são pescadas pesam menos de 100 gramas. Só atingem 1 kg de peso quando têm cerca de 20 anos de idade. Apesar de tudo, a taxa de crescimento é muito variável e depende do tipo de água em que a perca vive. A taxa de maior crescimento regista-se nos grandes lagos e no mar. A maior perca apanhada na Finlândia pesava mais de 3,6 kg, mas as percas com mais de 2 kg são extremamente raras de encontrar.

Rocha sólida

Fotografia: Matti TirriO granito (graniitti) é uma mistura de quartzo, feldspato e mica e é constituído por cristais bastante grosseiros, em que os diferentes minerais se distinguem muito bem. Na Finlândia, o granito é muito usado na construção, mas também na escultura. Talvez seja mais indicado para esculturas do tipo tosco, mas também é utilizado em peças muito delicadas. Fotografia: Matti Tirri

A camada rochosa da Finlândia é a mais antiga da Europa. A maior parte do granito formou-se há cerca de 1800 a 2800 milhões de anos e os tipos mais recentes têm cerca de 1600 milhões de anos. Na Finlândia, mesmo os tipos de granito mais recentes existem apenas em depósitos muito reduzidos.

O granito e outras rochas intrusivas, contendo uma grande percentagem de sílica, constituem metade de toda a camada rochosa da Finlândia. O granito formou-se nas profundidades da camada rochosa, nas raízes das cadeias rugosas, onde a cristalização do magma se deu de forma lenta. Os principais minerais que compõem o granito são o feldspato, a plagioclase, o quartzo e a mica. Normalmente tem cristais bastante grosseiros, o que permite distinguir os diferentes minerais. A quantidade desses minerais é variável, o que faz com que a cor do granito seja também variável — pode ir do cinzento-escuro ao cinzento-claro e ao vermelho. O granito é um material de construção sólido e versátil, sendo extraído em várias regiões da Finlândia. O uso mais original que se dá ao granito — e o mais típico — são os cilindros laminadores das máquinas de corte de papel. Esses cilindros de granito, que pesam dezenas de toneladas, são cortados com uma precisão de fracções de milímetro.

As opiniões expressas nos artigos são da total responsabilidade dos seus autores.

Publicado em Junho de 2001

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Atualizado 26/8/2010


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