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O Sistema De Educação Finlandês - Embaixada da Finlândia, Brasília : Info Finlândia : Educação e Formação

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O sistema de educação finlandês

De forma geral, o sistema de educação finlandês é bastante descentralizado. No âmbito governamental, existem duas grandes autoridades: o Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Educação. O Ministério é responsável pela preparação da legislação, pelas diretrizes políticas e pelo orçamento educacional. O Conselho é responsável por determinar a base curricular nacional e pelo desenvolvimento geral do sistema educacional.

A Finlândia é líder mundial em matéria de ensino.

O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA, na sigla em inglês), realizado a cada três anos, avalia os sistemas educacionais no mundo inteiro por meio de testes de habilidades e conhecimentos de alunos com 15 anos de idade. Desde o início do programa em 2000, a Finlândia vem apresentando resultados superiores ou de grande destaque em todas as categorias.

As disciplinas avaliadas são: leitura, ciências e matemática, porém uma delas é escolhida tida como principal a cada edição do PISA. Os resultados do PISA 2012, com foco em matemática, foram lançados em 3 de dexembro de 2013.

Vai levar algum tempo para analisar a riquesa dos dados cobertos pelo PISA e constatar o que podemos ganhar com eles, enquanto isso o sistema educacional finlandês se desenvolve cada vez mais. Os resultados mais recentes mostram que a Finlândia continua mantendo uma sólida posição entre os melhores países do mundo: em matemática, os estudantes finlandeses ficaram com a quinta posição entre os estudantes de países europeus, sendo entre os países da OCDE e 12º dentre os 65 países pesquisados e, pela primeira vez, a meninas finlandesas superaram o desempenho dos meninos.

Em alfabetização (leitura) os finlandeses estão em primeiro lugar na Europa, em terceiro na OCDE e em sexto no geral. O estudo de ciências também continua forte, com os estudantes finlandeses em primeiro entre os países europeus, terceiro entre os países da OCDE e quinto no geral.

Riitta Supperi, Team Finland
Riitta Supperi, Team Finland

A reputação do sistema educacional da Finlândia não para de crescer. O país tem recebido um influxo de educadores do mundo inteiro interessados em observar, estudar e tentar descobrir o segredo de tamanho êxito.

Uma organização de exportação educacional conhecida como “Future Learning Finland” foi criada para facilitar a transferência de conhecimento para países que veem benefícios potenciais em várias práticas finlandesas e que gostariam de adaptá-las às suas realidades.

O período que antecedeu o anúncio dos resultados finais foi marcado por especulações sobre como a Finlândia se aproxima cada vez mais dos países do primeiro escalão em pesquisas realizadas pelo PISA, cujo número de países avaliados passou de 43 para 65 desde a sua primeira edição.

Entretanto, na Finlândia a especulação não causaram tanto furor quanto parece.

A compreensão das necessidades das crianças é o segredo do sucesso

De acordo com a pesquisa, a força do sistema escolar finlandês é que este garante a igualdade de oportunidades de aprendizagem independentemente da classe social do aluno. Em vez de estabelecer uma comparação entre alunos, o foco reside em dar apoio aos alunos e orientar os alunos com necessidades especiais. Poucas crianças precisam repetir as séries.

Riitta Supperi/Team Finland
Alunos

O sucesso dos alunos finlandeses é explicado por uma série de factores. A sensação de segurança e motivação das crianças de tenra idade aumenta pelo facto de que elas são ensinadas por um único professor e de que não se utilizam notas para a avaliação. As relações entre professores e alunos são naturais e cordiais nas escolas finlandesas. Presta-se uma atenção especial à criação de um ambiente escolar agradável e estimulante.

Pasi Sahlberg, diretor do Centro para Mobilidade Internacional e Cooperação, se tornou uma espécie de embaixador itinerante do sistema educacional finlandês. Em seu livro Finnish Lessons 2.0. publicado 2015, ele fala de “igualdade de resultados”, refletindo um “sistema social justo com educação inclusiva baseado na igualdade de oportunidades educacionais.”

Isso representa mais do que educação gratuita. “A prática de dividir alunos em diferentes faixas baseadas em habilidades foi abolida nos anos 80”, destaca o autor. Com todos os alunos de uma certa faixa etária estudando matemática, idiomas e outras matérias nas mesmas classes “a defasagem entre os que obtinham resultados altos e baixos começou a diminuir”.

Ele também destaca que a Finlândia não aplica testes padronizados com frequência, ao contrário de muitos países que o fazem e vêm obtendo classificações cada vez mais baixas no PISA. O foco do sistema finlandês é a avaliação em sala de aula e a aplicação de um exame e fim de semestre pelos professores, além de uma avaliação externa de uma amostra de 10% de determinadas faixas etárias.

A Finlândia tem uma rede abrangente de bibliotecas, com um avançado nível de serviços, que dá apoio à educação escolar. Os finlandeses são leitores extremamente ávidos. Mais um factor que dá sustentação ao aluno de línguas estrangeiras é que a televisão finlandesa utiliza legendagem, ao contrário da dobragem de programas de língua estrangeira.

Escola gratuita para todos

O sistema escolar finlandês apoia a aprendizagem constante. Nos primeiros anos da independência, já se entendia na Finlândia que a educação era o factor de sucesso mais importante para a nação. Estabeleceram-se disposições na Constituição de 1919, como a educação básica obrigatória e gratuita para todos, instrução vocacional e instituições educacionais académicas fornecidas por autoridades públicas.

A base curricular é complementada pelas escolas, professores e diretores. Os professores têm muita liberdade: podem escolher os métodos e materiais utilizados em salas de aula e também se encarregam da avaliação dos alunos. Currículos e formação docente homogênea são, provavelmente, as principais ferramentas para integrar professores às diretrizes nacionais.

As crianças finlandesas entram na escola abrangente aos sete anos de idade. Essa instrução, que é gratuita para toda a faixa etária, tem uma duração de nove anos. Todos os finlandeses gozam de uma educação obrigatória até os 17 anos de idade, ou até o fim da escola abrangente. A educação da escola abrangente é fornecida pelo município ao qual sua casa pertence, e a rede de escolas do primeiro ciclo é ampla. Todos os materiais educacionais básicos são gratuitos para as crianças, e os serviços incluem uma refeição quente todo os dias, assistência à saúde na escola e transporte gratuito para as crianças que moram muito longe da escolha para ir a pé ou utilizar o transporte público.

Já há alguns anos que se fornece instrução preparatória para o ensino pré-escolar para as crianças com seis anos de idade, cobrindo a maioria da faixa etária.

O Sistema

A Finlândia é um país bilingue, e o ensino é fornecido igualmente em finlandês e em sueco. As grandes cidades têm escolas que fornecem ensino noutras línguas também, acessíveis para crianças finlandesas e imigrantes.

Cabe também às autoridades locais fornecer instrução para jovens e crianças que não podem participar no ensino da escola abrangente normal por motivos de doença ou incapacidade. Praticamente todas as crianças finlandesas vão à escola.

Educação básica

A educação na escola é obrigatória para as crianças e os jovens finlandeses. A educação obrigatória tem início no ano em que a criança faz sete anos de idade e termina quando tenha completado na íntegra o plano de ensino da escola básica de 9 anos ou após dez anos de educação obrigatória. A educação básica também está disponível para adultos, por exemplo, imigrantes.

O objetivo da educação básica é apoiar o crescimento pessoal como indivíduos e membros da sociedade, bem como ensinar conhecimentos e habilidades importantes. A educação básica é gratuita e fornece a todos as mesmas oportunidades para prosseguirem seus estudos. Todos os
equipamentos, ferramentas e materiais utilizados no ensino também são gratuitos para os alunos.

A responsabilidade de fornecer educação básica recai sobre os municípios e, por conseguinte, as escolas básicas estão localizadas onde há famílias com crianças. As escolas podem ser escolas conjuntas com todos os nove anos no mesmo edifício ou com os anos 1-6 e 7-9 em edifícios escolares separados. As escolas rurais pequenas poderão ter algumas dezenas de alunos, enquanto as escolas urbanas poderão ter mais de mil. Independentemente do tamanho das escolas, o padrão e o nível do ensino variam pouco segundo as normas internacionais. As qualificações dos professores  também são uniformes em todos os lugares.

As despesas do ensino fundamental e médio (educação  básica e secundária superior) estão incluídas nos orçamentos dos municípios, embora o governo  reembolse em média 25% das despesas. O custo do ano letivo de um aluno finlandês para a  sociedade era de 8.025 euros (US$ 8.519) em 2016.

Os resultados de aprendizagem dos alunos na escola básica  são monitorados por meio de avaliações nacionais, nas quais participam aproximadamente 5-10% da faixa etária, através de amostragem aleatória.

Objetivo de ensino uniforme a Nível nacional

O governo finlandês decide sobre os objetivos gerais e a distribuição das horas entre as matérias ensinadas na educação infantil, no ensino  fundamental e no ensino médio (secundário superior). Com base nos objetivos, a Agência Nacional para a Educação da Finlândia,  subordinada ao Ministério da Educação e Cultura, decide sobre o currículo básico nacional. Os prestadores de educação, a maioria dos  quais são os municípios, baseiam os seus próprios currículos no currículo básico nacional e, no final, as escolas preparam os seus próprios planos individuais.

Isto assegura que o nível e o âmbito do ensino nas mesmas matérias seja a mesma para todos os alunos no país inteiro.  Contudo, o sistema permite ênfase e adições locais.

Além das escolas de ensino secundário, existe uma alternativa de ensino profissionalizante básico de três anos que abrange tanto matérias de educação geral, como de ensino de instrução profissionalizante. Essa é a linha de estudo escolhida por quase todos os que não frequentam as escolas de ensino secundário. Somente 6 % de cada faixa etária não prossegue os estudos após a conclusão da escola abrangente. Pode-se também obter o ensino profissionalizante básico através de instrução para aprendizes, ou seja, serviço prático na área apoiado por ensino teórico. Os que obtêm uma qualificação profissionalizante adicional podem continuar os estudos em escolas politécnicas, ou outras instituições de ensino superior.

Ensino Médio

Após a conclusão da escola básica, um pouco menos da metade do grupo etário continuará os estudos no ensino médio e um pouco mais da metade fará cursos profissionalizantes. Aproximadamente 5% dos alunos que concluem a escola básica não continuarão os estudos. Para eles há orientação de carreiras profissionais. A meta é que, após a escola  básica, todos obtenham pelo menos um diploma de educação de nível médio, ou seja, façam o exame nacional do ensino médio ou concluam uma qualificação profissional do médio técnico.

Tanto o ensino médio como a educação profissionalizante, inclusive os almoços escolares, são gratuitos, independentemente de a instituição de ensino ser municipal, estadual ou particular. Os alunos precisam adquirir os seus próprios livros escolares e outros materiais. Os alunos podem receber ajuda financeira do governo e ter acesso a um sistema abrangente de diversos benefícios sociais e serviços de apoio ao bem-estar.

A obtenção de uma educação geral mais aprofundada continua no ensino médio (escola secundária superior) e os estudantes começam a se familiarizar com o conteúdo acadêmico. O certificado de conclusão da escola básica é utilizado ao se inscrever na escola de ensino médio. Cada estudante da escola de ensino médio estuda a língua materna, a outra língua nacional e pelo menos uma língua estrangeira, matemática e ciências, humanidades e matérias sociais, religião ou ética, bem como educação física, artes e ofícios. Além das matérias obrigatórias para todos, os estudantes têm uma liberdade de escolha bastante ampla e, se desejarem, podem estudar matérias opcionais em maior profundidade.

Os estudos são organizados em cursos e duram de 2 a 4 anos, conforme as escolhas do próprio estudante. Os currículos de algumas escolas do ensino médio têm uma ênfase especial, por exemplo, na música, no esporte ou nas artes visuais. Além de habilidades acadêmicas, os critérios  de acesso nessas escolas incluem os hobbies e interesses e a demonstração de habilidades do candidato. Os estudos da escola do ensino médio culminam com o exame nacional do ensino médio, que confere habilitação para estudos em institutos de educação superior. O exame nacional do ensino médio é organizado na  primavera e no outono de cada ano. Cada candidato deve fazer provas na sua língua materna, em literatura e em um mínimo de três matérias opcionais: a segunda língua nacional, uma língua estrangeira e matemática ou ciências humanas e naturais. O exame nacional do ensino médio pode ser distribuído por várias das sessões de exame bianuais.

No sistema educacional finlandês, o exame nacional do ensino médio é o único exame nacional que avalia as habilidades e a maturidade de todos os estudantes a nível nacional.

Ensino técnico profissionalizante e qualificações

A educação básica profissionalizante fornece aos estudantes os conhecimentos básicos e a preparação para trabalhar numa profissão, bem como conhecimentos e habilidades importantes para estudos posteriores, hobbies e desenvolvimento pessoal. Os estudos profissionalizantes podem ter início diretamente após a escola básica, após a conclusão do ensino médio ou durante a vida profissional. Aqueles que obtiveram uma qualificação profissional podem continuar os estudos em universidades e em universidades de ciências aplicadas. A educação profissional básica é fornecida em diversos setores e por uma  variedade de prestadores:

em escolas técnicas, faculdades populares, através de treinamento de estágio ou de aprendizagem no emprego. A duração  os estudos é normalmente de 2 a 4 anos e depende do histórico educacional do estudante, entre outros aspectos. Os estudantes também podem demonstrar suas competências por meio de várias qualificações, que também podem ser  qualificações baseadas  em competência.

Dupla qualificação e percursos de estudo personalizados

Em muitos municípios, os estudantes têm a possibilidade de concluir simultaneamente o ensino médio e os estudos  profissionalizantes de sua escolha. No final dos estudos combinados, que duram 3-4 anos, eles realizam o exame nacional do ensino médio e uma qualificação profissional. Os que estudam para uma profissão também podem conceber pessoalmente um percurso de estudo personalizado e incluir módulos oferecidos por diferentes escolas nos seus estudos.

Ensino superior

Depois de concluir o ensino médio, os alunos podem continuar estudando em uma universidade ou uma universidade de ciências aplicadas. As inscrições às mesmas são enviadas essencialmente através do sistema de inscrição conjunto e a seleção dos estudantes é baseada no certificado de conclusão do ensino médio (secundário superior), um vestibular, um teste de aptidão ou em uma combinação destes.

Universidades de Ciências Aplicadas/Tecnologia

Estas universidades oferecem estudos práticos que exigem competências de alto nível. Os diplomas que podem ser obtidos incluem, entre outros, administração de empresas, engenharia, tecnologia da informação, serviços sociais, cultura e artes, e enfermagem. Os estudos em universidades de ciências aplicadas duram de 3–4½ anos e incluem um período de estágio de um semestre. Concluído o bacharelato, os que tenham pelo menos três anos de experiência profissional podem inscrever-se em um programa de mestrado. Estudando-se em tempo integral leva-se de 1-1½ anos para concluir o mestrado. Atendidas determinadas condições, os estudos podem conduzir a estudos científicos  adicionais em uma universidade.

Universidades

As universidades da Finlândia representam todas as áreas das ciências e das artes, e a rede de  universidades abrange o país inteiro. A universidade maior e mais antiga é a de Helsinque, que foi fundada em 1640 e tem hoje mais de 34.000 estudantes. Em comparações internacionais, a universidade de Helsinque tem-se classificado repetidamente entre as 100 melhores universidades do mundo.

Na maioria das áreas, os estudantes completam primeiro o bacharelato, que leva aproximadamente três anos, e depois prosseguem para o mestrado, concluído normalmente em dois anos. Os que tenham completado um mestrado em uma universidade ou universidades de ciências aplicadas podem inscrever-se para outros estudos em uma universidade, para a obtenção de uma licenciatura ou o doutorado. As universidades também oferecem educação para adultos e uma variedade de serviços de pesquisa e consultoria.

Apoio financeiro e social para os estudos

Os estudos no ensino superior são gratuitos para os cidadãos finlandeses e dos países da UE/EEE. Sob determinadas circunstâncias, os estudantes têm acesso à ajuda financeira, serviços de  alojamento subsidiado, refeições econômicas, descontos nos transportes públicos, serviços de saúde e outros serviços de suporte

UNIVERSIDADES NA FINLÂNDIA

Universidade:

Cidade:

1. Universidade Aalto

Helsinque

2. Universidade de Helsinque

Helsinque

3. Universidade de Artes

Helsinque

4. Escola de Economia Hanken

Helsinque, Vaasa

5. Universidade de Turku

Turku

6. Universidade Åbo Akademi

Turku

7. Universidade de Tecnologia de Tampere

Tampere

8. Universidade de Tampere

Tampere

9. Universidade Oriental da Finlândia

Joensuu, Kuopio, Savonlinna

10. Uni. de Tecnologia de Lappeenranta

Lappeenranta

11. Universidade de Jyväskylä

Jyväskylä

12. Universidade de Vaasa

Vaasa

13. Universidade de Oulu

Oulu

14. Universidade da Lapônia

Rovaniemi

Finlândia - Universidades

O que e como se ensina nas escolas finlandesas

As crianças vão à escola em grupos de no máximo 24 alunos por faixa etária. Nos seis primeiros anos da escola abrangente, as crianças são ensinadas por um professor da classe, que ministra praticamente todas as matérias. O ensino durante os últimos três anos da escola abrangente é efetuado por professores de matérias específicas. Os alunos também recebem instrução e ensino especial para distúrbios de fala e para problemas de leitura e escrita, ou necessidades especiais do género.

O currículo básico nacional para a educação básica, implementado em 2016, destaca o desenvolvimento de ambientes de  aprendizagem. Além da sala de aula convencional, o ensino e estudo estão mudando cada vez mais para ambientes externos à escola: as aulas são ministradas ao ar livre e são feitas excursões a museus, empresas, etc. Os jogos e outros ambientes virtuais também estão entre os ambientes de aprendizagem. A importância da tecnologia está crescendo nas atividades diárias das escolas. São utilizados diversos métodos no ensino de todas as matérias.

Aprendizagem orientada ao problema, interação e tomada de responsabilidade

O currículo destaca competências abrangentes e transversais, bem como habilidades de interação e expressão. Às crianças e aos jovens é mostrado como assumir responsabilidade pelos seus estudos e definir metas, resolver problemas e avaliar o seu progresso na direção dessas metas. As experiências pessoais, emoções, interesses e a interação com  os outros contribuem para criar os fundamentos para a aprendizagem. O professor orienta os alunos para tornarem-se aprendizes para toda a vida. A educação também presta atenção às habilidades do cotidiano e à capacidade dos alunos de cuidarem de si própria.

As matérias da escola incluem o idioma e literatura finlandeses, outros idiomas, estudo ambiental, educação cívica, religião ou ética, história, estudos sociais, matemática, física, química, biologia, geografia, educação física, música, artes, trabalhos manuais e economia doméstica. As metas de ensino e o currículo básico são os mesmos no país inteiro, mas as autoridades e escolas locais elaboram o seu próprio currículo local com base nestas matérias.

Matérias nas escolas

As escolas finlandesas enfatizam o estudo de idiomas estrangeiros. O primeiro idioma estrangeiro é introduzido no terceiro ano da escola abrangente, e o segundo idioma doméstico (sueco para os que falam finlandês, e finlandês para os que falam sueco) no sétimo ano, a menos que o aluno já tenha tido o segundo idioma doméstico no terceiro ano. Esses dois idiomas são o mínimo, e para além destes os alunos podem, dependendo da variedade oferecida pela escola, optar por vários estudos de idioma iniciados em diversos anos de forma a poderem estudar até seis idiomas diferentes até à conclusão do nível secundário. Os idiomas estrangeiros mais comuns estudados na Finlândia são inglês, alemão, francês, russo e espanhol.

Há imigrantes residentes na Finlândia com idiomas nativos que não o finlandês ou o sueco. As crianças dessas famílias recebem ensino especial em finlandês como segundo idioma. Se houver um número suficiente de crianças com o mesmo idioma nativo numa certa comunidade, o ensino nesse idioma é fornecido com fundos municipais duas vezes por semana. Em Helsinque, por exemplo, existem 2.600 crianças de origem estrangeira que recebem instrução em cerca de 40 idiomas diferentes. A proficiência das crianças na sua língua nativa é estimulada, já que promove o desenvolvimento, crescimento e auxílio na aprendizagem do finlandês.

O ensino de religião com o devido respeito aos valores familiares

A maioria dos finlandeses pertence à Igreja Evangélica Luterana, e os seus filhos frequentam o ensino sobre sua própria religião. Os membros de outros grupos religiosos também têm direito ao ensino sobre a sua própria religião se houver um mínimo de três alunos num grupo de estudo.

Os que não forem membros de um grupo religioso ficam isentos de ensino religioso. Em vez disso, estudam ética durante toda a sua carreira escolar, abrangendo ensino sobre ética, religiões e habilidades interpessoais.

Ênfase no estudo de idiomas

As escolas finlandesas enfatizam o estudo de idiomas estrangeiros. O primeiro idioma estrangeiro é introduzido no terceiro ano da escola abrangente, e o segundo idioma doméstico (sueco para os que falam finlandês, e finlandês para os que falam sueco) no sétimo ano, a menos que o aluno já tenha tido o segundo idioma doméstico no terceiro ano. Esses dois idiomas são o mínimo, e para além destes os alunos podem, dependendo da variedade oferecida pela escola, optar por vários estudos de idioma iniciados em diversos anos de forma a poderem estudar até seis idiomas diferentes até à conclusão do nível secundário. Os idiomas estrangeiros mais comuns estudados na Finlândia são o inglês, o alemão, o francês, o russo e o espanhol.

estudantes

Há imigrantes residentes na Finlândia com idiomas nativos que não o finlandês ou o sueco. As crianças dessas famílias recebem ensino especial em finlandês como segundo idioma. Se houver um número suficiente de crianças com o mesmo idioma nativo numa certa comunidade, o ensino nesse idioma é fornecido com fundos municipais duas vezes por semana. Em Helsínquia, por exemplo, existem 2.600 crianças de origem estrangeira que recebem instrução em cerca de 40 idiomas diferentes. A proficiência das crianças na sua língua nativa é estimulada, já que promove o desenvolvimento, crescimento e auxílio na aprendizagem do finlandês.

Opções tanto para alunos como para professores

As opções aumentam à medida que prossegue a carreira escolar. Além disso, muitos municípios possuem escolas abrangentes de nível superior e secundário, com currículos mais fortes em matérias como música, artes ou desportos.

Andreas Meichsner
Saunalahti school

O corpo docente das escolas finlandesas é altamente instruído. As qualificações para todos os níveis escolares exigem um grau universitário ao nível de mestrado, inclusive extensos estudos pedagógicos e qualificações em matérias específicas.

O alto nível educacional dos professores permite-lhes planificar e seleccionar as metodologias de trabalho de forma independente. O sistema escolar finlandês baseia-se numa cultura de confiança, não de controlo, e os professores desempenham um papel activo no desenvolvimento das suas actividades laborais. Com o seu próprio trabalho, estabelecem um exemplo de aprendizagem permanente.

O símbolo da juventude e da liberdade - o chapéu branco

No final do mês de Maio quando os estudantes das escolas básicas começam as suas bem merecidas férias de Verão os finalistas do 12º ano recebem o diploma dos seus estudos e dos exames nacionais. Põem na cabeça um chapéu branco com uma lira de ouro e um debrum de veludo preto. Ler mais.

Estudar na Finlândia - Intercâmbio internacional

A Finlândia oferece excelentes oportunidades de ensino superior, em todas as áreas de estudo. O sistema educativo e a política de ensino baseiam-se largamente no investimento, no desenvolvimento e na pesquisa. Os estabelecimentos de ensino superior, quer universidades, quer politécnicos, beneficiam com esta política a todos os níveis. Um bom exemplo a referir, são as bibliotecas de cada faculdade, que não só têm uma vasta selecção bibliográfica, como também oferecem o acesso gratuito aos serviços de Internet aos visitantes. Os finlandeses defendem a ideologia da igualdade, que se manifesta também no ensino superior do país, na ausência por norma das propinas.

Para estudar na Finlândia, não é necessário ter conhecimentos da língua finlandesa, existem mais de 300 programas internacionais leccionados em inglês. Os programas são interdisciplinares, na sua grande maioria e variam desde os estudos sobre a Rússia e Europa de Leste, aos estudos interculturais, de alta tecnologia, até às belas artes. Os programas vão desde breves cursos, que atribuem os graus de Licenciatura, Mestrado ou Doutoramento. Os cursos são direccionados nomeadamente a estudantes com idades compreendidas entre os 18 aos 30 anos. Na Finlândia existem também, boas oportunidades de estágios ligados às áreas dos cursos, habitualmente por um breve período, de um mês no Verão, até estágios mais longos, com uma duração de 18 meses.

Nos tempos livres a localização geográfica da Finlândia oferece excelentes oportunidades de conhecer, para além do próprio país, os países vizinhos, como a Suécia, Noruega, Estónia e Rússia. As organizações dos estudantes organizam frequentemente passeios e viagens para os estudantes estrangeiros com destinos variados.

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